Instituto Nacional de EstatísticaCensos 2011
 
       
Os Censos no mundo

A nível internacional, as operações censitárias são enquadradas por recomendações e normas específicas, de forma a garantir a sua harmonização e a comparabilidade dos resultados.

A existência de legislação comunitária, como instrumento de regulamentação da atividade censitária na União Europeia (UE), é reconhecidamente um garante da harmonização e disponibilização da informação censitária.

De acordo com as recomendações internacionais das Nações Unidas para a ronda censitária de 2010, podem coexistir, no que respeita ao método de recolha de dados, quatro abordagens básicas para a condução das operações censitárias:

  1. O modelo clássico sem recurso a ficheiros administrativos.
    Este modelo consiste na recolha exaustiva de informação (mesmo que algumas variáveis possam ser observadas por amostragem).
     
  2. O modelo clássico com recurso a ficheiros administrativos.
    Este modelo é idêntico ao anterior, mas utiliza informação administrativa para apoio à preparação da operação censitária, nomeadamente na elaboração do ficheiro base de unidades estatísticas. A existência de um ficheiro exaustivo de unidades estatísticas facilita a recolha via postal ou Internet.
     
  3. O modelo baseado em registos administrativos sem recurso a inquéritos.
    Este modelo consiste na utilização exclusiva de dados provenientes de ficheiros administrativos.
     
  4. O modelo baseado em registos administrativos com recurso a inquéritos.
    Este modelo consiste na combinação da informação administrativa com outros inquéritos, sejam eles recenseamentos completos ou inquéritos amostrais.

Para além das quatro abordagens descritas, existe ainda o Rolling census, uma alternativa ao modelo clássico, no qual o universo é dividido em 5 partes, sendo cada uma dessas partes, observada exaustivamente em cada ano, durante um período de cinco anos. O único país que utiliza este modelo é a França, desde 2004, tendo-se concluído o primeiro ciclo em 2008. Este modelo tem como vantagem a diluição dos custos ao longo dos anos, mas apresenta grande complexidade na abordagem metodológica e impede a caraterização do universo num específico momento específico de referência.

Embora a maioria dos países siga o modelo clássico, é necessário sublinhar que, em grande parte deles, são utilizados ficheiros administrativos para apoiar a preparação das operações censitárias, com vantagens em termos de redução de custos, organização da recolha e qualidade da informação.

Na próxima ronda censitária (2011), o número de países da UE que manifestaram a intenção de adotar o modelo clássico é sensivelmente equivalente ao número de países que indicaram a intenção de utilizar registos administrativos. Existe um claro predomínio do modelo clássico nos países localizados mais a Sul da Europa (Espanha, Portugal, Grécia, Itália, por exemplo) enquanto que o modelo baseado em informação administrativa é predominante nos países localizados mais a Norte (Dinamarca, Finlândia, Suécia, por exemplo).


 


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[D] Em conformidade com o nível 'A' das WCAG 1.0 do W3C