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2001 - 12 de Março (XIV Recenseamento Geral da População) (IV Recenseamento Geral da Habitação)

A Lei n.º 2/2000, de 16 de Março, autoriza o governo a legislar sobre a realização dos Censos 2001 e o Decreto-Lei n.º 143/2000, “enquadra normativamente os Censos 2001, define as responsabilidades pela sua execução e estabelece dispositivos específicos para assegurar o seu financiamento atempado.

A primeira grande operação censitária do milénio teve uma estrutura metodológica e executiva semelhante à do censo anterior, mas apresentou uma forte componente de inovação tecnológica ao nível da recolha, tratamento da informação e demonstração da qualidade dos dados.

As principais apostas metodológicas foram a organização e controlo da recolha de dados, a leitura óptica dos questionários, o reconhecimento automático de carateres, a codificação automática das respostas com descritivos e o controlo e avaliação da qualidade.

Para a organização e controlo da recolha de dados, o INE implementou uma ferramenta informática, AOCTC (Aplicação para a Organização e Controlo do Trabalho de Campo), instalada em computadores portáteis utilizados pelos 450 Delegados Concelhios, 1 ou mais por concelho, em função da dimensão, que permitiu controlos praticamente em tempo real, bem como, informação de síntese desde a subsecção estatística até qualquer nível administrativo da respetiva região.

Os 22,2 milhões de questionários, correspondendo a 37,8 milhões de páginas A4, foram integralmente digitalizados por potentes scanners. Com o sistema de leitura óptica implementado obtiveram-se elevados ganhos de tempo e qualidade e permitiu, para além do reconhecimento de marcas e carateres, a adopção de um algoritmo construído pelo INE para reconstruir expressões alfabéticas a partir de conjuntos incompletos de letras e palavras, com vista à codificação automática final.

Aproveitando os benefícios da leitura óptica e reconhecimento automático de carateres numéricos e alfabéticos, foi utilizado um sistema de codificação automática das expressões, recorrendo a dicionários especializados e algoritmos de decisão para os descritivos com opção de códigos diversos.

Pela primeira vez, na história dos Recenseamentos da População e Habitação em Portugal, se disponibiliza uma publicação com a análise pormenorizada da qualidade da cobertura e do conteúdo dos recenseamentos, que permite, aos utilizadores, conhecer os indicadores de qualidade dos resultados, o Inquérito de Qualidade dos Censos 2001.

Os Censos 2001 apoiaram-se numa infraestrutura cartográfica digital, a BGRI (Base Geográfica de Referenciação da Informação) como base da planificação e controlo rigoroso da recolha de dados referenciados geograficamente e, como sistema de informação, permite a representação geográfica dos dados a qualquer nível de desagregação.

Novas variáveis primárias são incluídas: no edifício, acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada, elevador, configuração do rés-do-chão, posicionamento do edifício, altura relativa face aos edifícios adjacentes, necessidades de reparação, recolha de resíduos sólidos urbanos e o estado de conservação (variável derivada): no alojamento, a época do contrato de arrendamento e o sistema de aquecimento disponível: no indivíduo, tipo de deficiência e grau de incapacidade, verificando-se ainda a alteração da idade na observação das variáveis económicas, para 15 ou mais anos.

Foram melhoradas as tipologias das famílias clássicas, em função da sua composição, idade e condição perante a atividade económica dos seus membros, nos núcleos familiares, com a distinção dos núcleos familiares reconstituídos – ou seja, aqueles que consistem num casal “de direito” ou “de facto” com filho(s) não comuns – dos não reconstituídos. Também a classificação sócio-económica dos indivíduos foi revista, nas suas modalidades, de forma a  abranger o universo da população.

Ao nível dos conceitos, foram respeitados os princípios e recomendações internacionais para os Censos da População e Habitação, das Nações Unidas e Eurostat, o que permitiu manter a comparabilidade internacional.

Os dados definitivos foram divulgados 19 meses após o momento censitário, com uma publicação nacional e uma por cada região, apresentando pela primeira vez uma componente de análise de resultados, baseada num conjunto de indicadores.

De acordo com o plano de apuramentos os dados foram disponibilizados na Internet com maior desagregação geográfica e em CD com dados comparados com os Censos 91.
Foi elaborado um ficheiro síntese ao nível da secção/subsecção estatística, contendo 99 campos, com contagens diretas de variáveis ou modalidades agregadas.

Também foi disponibilizada informação por medida, com as desagregações geográficas e cruzamentos pretendidos pelos utilizadores, salvaguardando em todas as circunstâncias o segredo estatístico.

Em 2001 foram recenseados 10 356 117 indivíduos residentes, (ultrapassando a barreira dos 10 milhões)
3 650 757 famílias clássicas com uma média de 2,8 indivíduos, 5 046 744 alojamentos familiares, 8 178 alojamentos coletivos e 3 160 043 edifícios. 

 


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